quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lágrimas Reais Como as Nossas


Jesus chorou. João 11:35


O choro é visto por alguns como desabafo e por outros, como sinal de fraqueza. Choramos quando estamos com medo ou nos sentimos frustrados e tristes. Choramos de alegria, quando vemos a noiva no altar, na formatura de um filho ou filha, ao receber uma boa notícia. Alguns usam o choro como arma para conseguir o que querem: os filhos, os namorados, os cônjuges, etc. Outros ainda usam a tática do choro para obter alguma coisa que não conseguiram, e conseguem por falta de argumento ou por firmeza da outra parte.


Jesus não conseguiu conter as lágrimas. Não podemos imaginá-Lo insensível à dor de Marta e Maria. Ele não ficou de longe, observando de braços cruzados sem dizer nada. Logo que Se aproximou, disse: “Sinto muito.” Jesus as abraçou e chorou com elas e por elas.


Uma garotinha chegou tarde da escola certo dia. A mãe a aguardava.


– Quantas vezes eu tenho que dizer a você que, ao sair da escola, deve vir direto para casa? Já estava preocupada. Por favor, não faça isso outra vez!


A menina tentou se explicar:


– É que hoje houve uma exposição na escola. A Tânia e a Júlia levaram uma boneca de louça da China que a avó tinha dado para elas...


– Não me interessa quão bonita seja essa boneca. Ao terminarem as aulas, não fique para brincar. Venha para casa!


– Mas, mamãe, o que aconteceu é que, ao sairmos da escola, alguns meninos vieram correndo até onde nós estávamos. E quando a Júlia correu, deixou cair a boneca no chão e eu fiquei para ajudá-la.


– Ah, querida! Que bonito que você ficou para consertar a boneca... Mas você precisa vir direto para casa.


– Não, mãe, não dava para consertar e eu fiquei para ajudar a Júlia a chorar.


Quantas vezes, no anseio de ajudar numa situação triste, dizemos: “Eu entendo o que você está sofrendo. Já passei por isso também. Eu sei o que você está sentindo.” As cicatrizes são diferentes das feridas. Não as compare. As cicatrizes estão fechadas, esquecidas. As feridas, entretanto, são do presente. Estão abertas e sangrando. Estão doendo no presente. Precisam de um lenitivo para aliviar a dor. Você pode ter passado por uma situação idêntica. Mas as diferentes nuances das circunstâncias pedem também diferentes soluções. Lembre-se da reação de Jesus.


Às vezes, Deus nos chama não somente para consertar um brinquedo quebrado, mas para chorar conosco.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Aquelas mãos

Oh, quanto almejaria tocar naquelas mãos!

Mãos que se preocuparam muito mais em dar que receber.

Mãos que se estenderam para abençoar e repreender.

Mãos que se detiveram ante o sofrimento alheio.

Mãos que não hesitaram em pegar um martelo, na labuta pelo sustento.

Mãos que com submissão se abaixaram para lavar os pés de alguém.

Mãos que ergueram do pó o desvalido e abateram o orgulho dos presunçosos.

Mãos que se dedicaram em guiar outras mãos no caminho do bem.

Mãos que apontaram para cima, quando outras indicam o que é terreno.

Mãos que se abriram para repartir, enquanto outras ficaram fechadas para reter.

Mãos que não descansaram enquanto não obtiveram a certeza da missão cumprida.

Mãos que puderam falar, transmitindo mensagens que determinaram o destino de muitos.

Mãos banhadas de sangue na Cruz do Calvário, por ti e por mim.

Oh, obrigado Jesus! Muito obrigado por estas mãos queridas que naquele dia haverão de se estender para o convite:

– “Vinde benditos de Meu Pai, possui o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”

 

(Autora: Maria Monteiro de Siqueira)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

LIVRANDO-SE DAS PREOCUPAÇÕES

“Entregue suas preocupações ao Senhor, e ELE o sustentará; jamais permitirá que o justo venha cair” (Salmo 55:22).

 

Algumas de nossas preocupações causam-nos mais dano do que origem delas. Algumas de nossas provações são menos tormentosas do que nossa ansiedade a respeito delas.

 

Nossa imaginação a respeito das conseqüências oriundas de determinado problema provocam mais sofrimentos do que o próprio problema.

 

A angústia que muitos dos cristãos têm experimentado poderiam não ter existido se o crente, salvo por Jesus Cristo, aprendesse, ou colocasse em prática, a recomendação do salmista: “Entregue suas preocupações ao Senhor...”.

 

Que tipo de preocupações pode o filho de Deus entregar ao Pai Celestial? TODAS! Podemos entregar ao Senhor as nossas preocupações com relação á saúde, pois algumas delas nem sempre se materializam.

 

Além disso, desfrutamos de inúmeras promessas de Deus relacionadas com a nossa saúde, tanta física quanto mental, emocional e espiritual. Basta lembrar Salmos 103:3 “É ELE quem perdoa todas as tuas iniqüidades e quem sara todas as tuas enfermidades”.

 

Podemos entregar ao Senhor nossas preocupações relacionadas com o futuro. Muitos dos filhos de Deus amargam o seu presente com pensamentos preocupantes relacionados com o amanhã. Ora, o amanhã não existe ainda tanto quanto o passado já se foi. Jesus Cristo deixa bem claro que esse tipo de preocupação não precisa deixar nosso coração crente sombrio, pois em Seu famoso discurso encontramos: “Não vos inquieteis (preocupeis) pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Bata cada dia o seu mal” (Mateus 6:34).

 

Pr. Mário Pereira da Silva

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Na Raiz do Problema .

Enfrentar um determinado desafio requer esforço. Porém, aquele esforço investido é apenas por um período relativamente curto de tempo; todavia, fugir do desafio requer um esforço ainda maior e sem um fim à vista. Frank Bonnet

Cuidado com as soluções fáceis que acabam se transformando num problema maior do que aquele que você está tentando resolver.

Não há nada a ganhar com uma cura que venha a ser pior do que a doença.

E certamente que não existe nada a ganhar de uma solução que meramente apenas mascara ou retarda o desconforto sem – realmente – ir na raiz do problema.

Quanto mais cedo você começar a trabalhar no problema, mais rapidamente o problema irá ficar para trás de você.

Quanto mais cedo você lidar com a raiz do problema, mais eficientes os seus esforços se tornarão.

Verdadeiramente eliminar a causa do problema, realmente demanda mais trabalho do que simplesmente tentar eliminar os sintomas.

Porém, quando o trabalho – ainda que difícil – é feito para remover o problema, ele é removido para sempre.

Vá à raiz do problema e os seus esforços serão – decididamente – recompensados.

Para Meditação:

O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? Salmos 27:1-3

Nélio Da Silva

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Você está vivendo em paz?

 

http://novotempo.com/amiltonmenezes/files/2011/08/paz-224x280.jpgPediram para dois artistas que pintassem um quadro retratando a beleza e os atrativos da paz.

Um deles pintou um lindo lago, em uma tarde ensolarada, com suas águas plácidas e serenas, tendo como fundo colinas aprazíveis cobertas de árvores com suas sombras refletindo sobre a espelhante superfície do lago.

O segundo artista pintou um cenário turbulento, com as águas de uma cascata se precipitando espumantes sobre o abismo. As árvores, com os seus galhos enormes, estavam com os galhos sacudidos pela fúria dos ventos. Nuvens escuras cobriam o céu. Mas, contrastando com o tempestuoso ambiente, o artista pintou na extremidade de um dos ramos de uma árvore um pássaro descansando calmo e sereno em seu ninho. Que bela reprodução da paz!

Esse segundo artista resumiu naquele cenário o sentimento de paz que podemos desfrutar mesmo em meio à tormenta que nos circunda. Deus não nos prometeu uma existência sem problemas.  Jesus avisou: "No mundo tereis aflições" (João 16:33). Mas Ele também nos prometeu a paz. A paz verdadeira, em um mundo sacudido pela turbulência do mal.

Na véspera do grande drama da paixão, Jesus abriu o coração perante o Seu pequeno rebanho como nunca antes o fizera. Sendo aquela a última vez que lhes falava como um grupo especial, lhes dirigiu um emotivo e comovente discurso. Embora tendo a alma envolta pela aflição, falou palavras de consolo e esperança.

Os discípulos estavam assustados, perplexos. Mas Jesus, lançando o Seu compassivo olhar sobre eles, disse: "Não fique triste o vosso coração" João 14:1. Com palavras repassadas de ternura, declarou: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou". Que presente precioso!

Dentro de mais algumas horas haveria de entregar a vida pelo pecador. O corpo seria sepultado no sepulcro de José de Arimatéia. A roupa dEle ficaria com os soldados. Porém, com os discípulos, deixou aquilo que era infinitamente mais precioso – a Paz.

Amigo, Jesus não deixou como herança aos discípulos a riqueza, a fama ou o prestígio. Deu, porém, a paz interior, que só experimentam aqueles que sabem que seus pecados foram perdoados.

É a paz dos fiéis, sejam ricos ou pobres, sábios ou ignorantes.

Você, por acaso, está vivendo sem paz? Peça para Jesus. Ele vai ter o maior prazer e alegria em oferece a paz – de graça – pra você.

(Da série "Tempo de Refletir")