quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cuidado com a Ganância!

VERSÍCULO
Então lhes disse: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". (Lucas 12:15)

PENSAMENTO
Certa vez, quando serviu como missionário no Rio de Janeiro, Max Lucado foi visitar um irmão afastado. O irmão estava construindo uma casa num terreno perto de um pântano. Max ficou impressionado com a precariedade da situação. Foi quando o irmão virou para Max e confessou que a ganância o havia desviado da fé. "Ganância?" Max perguntou. "Você está levantando um barraco em um pântano, e você chama isso de ganância?" Daí, Max reconheceu "A ganância é relativa. Não é definida pelo valor das coisas, e sim pelo que ela custa a você". Alguns asseveram que Deus quer para nós, os filhos do Rei, mais, mais e mais. Aqui Jesus deixa claro o que Deus quer – mais e mais distância do apego às coisas materiais. O verdadeiro discípulo, o Cristão maduro, é aquele que consegue viver contente e satisfeito com o que tem, ou até com cada vez menos! O alerta é claro – cuidado com "todo tipo de ganância". Quanto lhe custará amanhã, o tesouro que você está juntando hoje? E qual o valor das coisas do Reino em sua vida? Se o nosso apego define o valor das coisas em nossas vidas, o que é que nosso apego às coisas de Deus está dizendo?

Para mais mensagens de Max Lucado visite a página oficial dele em português www.maxlucado.com.br

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Olha para mim professora!

Sabe… eu sou aquela criança que senta num cantinho qualquer da aula, de roupinhas velhas, rostinho feio e sem graça, cabelos sem brilho e quase não fala.
Sabe… eu sou aquela criança, que nunca teve uma merenda gostosa para poder lhe dar um pedacinho; aquela criança que não lhe dá desenhos bonitos porque só tem lápis preto para colorir.
Sabe… eu sou aquela criança que nunca ganhou um colinho do papai, que nunca ganhou ovinho da páscoa a não ser os que a senhora me dá.
Sabe… eu sou aquela criança que muitas vezes traz o tema mal feito, porque a mesa lá de casa é um caixote de madeira que sacode todo quando a gente escreve; aquela criança que a senhora nem nota, que nunca chega perto porque não tem cheirinho de perfume.
Sou aquela criança, que a senhora reclama sempre que não é como as outras; aquela que lhe traz com carinho uma florzinha murcha, que a senhora finge que gosta, mas que acaba esquecendo sempre sobre a mesa.
Sou, enfim, professora, aquela criança que gostaria de ser como as outras, mas que não é; que gostaria de receber um sorriso mas que não recebe; que gostaria de receber um “parabéns”; que gostaria de lhe dar flores bem lindas para que a senhora se orgulhasse de mim.
Mas, mesmo assim, eu lhe peço: aceite-me como eu sou; goste de mim como a senhora gosta dos outros; preste atenção em mim; não me vire as cosas; acredite em mim.
Porque eu amo a senhora. Porque eu queria ser importante para a senhora. Porque eu sou aquela criança feinha e sem graça, que senta num cantinho qualquer da sala que se a senhora tiver um tempinho para prestar atenção em mim, verá em meus olhos sem brilho, um brilho de esperança, na espera de uma chance para poder lhe dizer: Olhe para mim, professora, preciso de você.
(Antonista Pepe Nekcmura)